Vai fazer-nos muita falta, D. António!

ANTÓNIO FRANCISCO DOS SANTOS


António Francisco dos Santos (1948-2017) – In memoriam

  1. António Francisco em Fátima, em 2015 (foto António Marujo)

Era um homem, um padre e um bispo com uma visão rara, que colocava as pessoas, cada pessoa, no centro da acção da Igreja – e da sua própria. D. António Francisco dos Santos, padre da diocese de Lamego, onde nasceu, era bispo do Porto desde 2014. Tinha sido bispo de Aveiro entre 2006 e 2014 e bispo auxiliar de Braga de 2004 a 2006. Morreu esta manhã, na casa episcopal do Porto. Vai fazer-nos muita falta. Pelo seu carácter, pela sua proximidade com as pessoas, pela sua visão pastoral.

  1. António Francisco completou 69 anos no passado dia 29 de Agosto. Acabara de estar em Fátima, sábado passado, presidindo à peregrinação diocesana ao santuário. Na sua homilia, disse que os cristãos devem ser capazes de “construir uma Igreja bela, como uma casa de família” e que seja capaz de atender sobretudo aos mais frágeis: “Não podemos viver distantes dos dramas humanos nem ficar insensíveis aos seus clamores e indiferentes aos seus sofrimentos”, declarou, convidando os diocesanos a “entrarem na vida concreta dos que sofrem” (a homilia pode ser lida aqui na íntegra).

A sua visão e acção pastoral tinham uma perspectiva muito coincidente com a do Papa Francisco: centrada na misericórdia, na atenção a cada pessoa, na proximidade quotidiana com todos – clero, fiéis, não-crentes, na dedicação aos mais pobres e a quem mais sofre. Isso mesmo é recordado por várias pessoas, de diferentes âmbitos, no perfil que se pode ler no Público.

Nessa perspectiva, D. António Francisco apoiou com vigor intenso as muitas iniciativas pastorais de padres e leigos que, na diocese de Aveiro, faziam um caminho de busca de novas soluções para a integração eclesial dos divorciados que tinham voltado a casar, também na linha (mas já antes) do que o Papa Francisco tem proposto.

A propósito dessa realidade, e numa entrevista que lhe fiz, em 2015, para a revista espanhola Vida Nueva, dizia D. António: “Diante da Igreja e na Igreja todas as pessoas têm nome, rosto, alma e coração. Muitas vezes, um coração partido, a sofrer, dorido, por muitas desventuras! Mas a Igreja tem de saber acolher e fazer um caminho em comum nesse sentido.”

Este modo de actuar não perspectivava, no entanto, apenas uma atitude passiva ou a imposição de decisões, mesmo que abertas. Ele entendia que os interessados deveriam também participar no processo de reflexão: “Temos também de saber reflectir com eles, não apenas acolher. Importa saber ouvir e decidir com os casais divorciados recasados os caminhos de cada um no empenhamento concreto na vida da Igreja. Mesmo com aqueles que estejam em situações de ruptura ou de não aceitação das orientações da Igreja, sabemos que nunca podem ser marginalizados e que podem sempre encontrar a Igreja aberta.”

Quando tomou posse do lugar de bispo do Porto, apontou ainda o combate à pobreza como horizonte da acção da Igreja. Na mesma entrevista, justificava: “Temos áreas muito marcadas pela fragilidade, pela pobreza, pela injustiça, pelo desemprego. Somos muitos e, por isso, maior é também o número dos que sofrem. Mais atento tem de estar o bispo e mais presente tem de estar a Igreja, junto de todos, com iniciativas próprias que eu desejo que sejam criativas e ousadas. E não podemos esperar, como dizia o Papa, pois quando alguém sofre não pode esperar para o dia seguinte.” E acrescentava, no que era uma crítica severa a muitas das coisas que se fazem, não apenas na Igreja: “Temos de dar lugar aos pobres e não apenas esmola.” No sábado, em Fátima, a participação de 50 pessoas sem-abrigo na peregrinação diocesana foi uma forma de concretizar em gesto as ideias que D. António Francisco defendia (ver aqui a sua última entrevista, dada em Fátima à agência Ecclesia).

  1. António sofreu muito com a saída de Aveiro e a sua nomeação para o Porto. Em Aveiro, houve quem tentasse evitar a saída, como na altura se noticiou no RELIGIONLINE. Na entrevista já citada, esse processo levava-o a admitir que “as Igrejas locais deviam ser chamadas a intervir na nomeação dos seus bispos”. Num caso como o que acabara de viver, acrescentava que, na “mudança de diocese apenas é ouvida a diocese para onde vai o bispo e não aquela de onde sai”.

No Porto, esperava-o uma grave crise financeira da diocese, que ele tentou enfrentar através de uma reorganização administrativa, para reduzir despesas e criar receitas, sempre com a preocupação da coresponsabilidade e de apelar à participação dos leigos nessas tarefas. O desgaste com essas questões, bem como com casos de conflito que ele tentou gerir com a paciência e bondade que lhe eram características (como em Canelas, Gaia), podem ter contribuído para a sua morte prematura. Porque o sorriso transparente que D. António tinha nunca o deixava, mesmo quando falava dos imensos problemas que tinha para resolver. Mas, sobretudo, um desfecho como este – que abre agora uma vaga muito difícil de preencher – deveria levar a Igreja a reflectir sobre processos de decisão e escolha que são feitos contra a vontade dos envolvidos.

Onde estava, então, este homem, que pouco aparecia nos grandes meios de comunicação para além das notícias de Natal e Páscoa? D. António Francisco primava pela discrição, por preferir os gestos pessoais a grandes acontecimentos. Além disso, era uma pessoa que privilegiava o diálogo franco em vez de qualquer encenação mais ou menos pública. Por isso, é unânime o sentimento de perda de tanta gente, mesmo de fora da Igreja.

Sejam-me permitidas ainda três curtas evocações pessoais, gestos que dizem muito sobre o modo de estar de António Francisco dos Santos.

Em 2006, recebi pela segunda vez um prémio europeu de jornalismo. D. António, então ainda bispo auxiliar de Braga, não me conhecia pessoalmente. Mas teve a amabilidade de me enviar um cartão a felicitar e a dizer-me que acompanhava o meu trabalho.

Quando o meu pai morreu, há quase cinco anos, enviei uma mensagem escrita a D. António Francisco, então ainda em Aveiro, sabendo que ele tinha estado com o meu pai várias vezes durante a sua doença. Dois segundos depois de a mensagem seguir, tocava o telefone: “Onde estão vocês?” Meia hora mais tarde, D. António estava junto de nós, rezando por alguém que ele conhecera apenas poucos anos antes.

Há meses, ele manifestou-me o desejo de conversar comigo sobre o plano que a Conferência Episcopal Portuguesa está a preparar para as comunicações sociais, pela consideração que ele tinha para com o meu trabalho. Falámos uma primeira vez, dei-lhe sobretudo ideias de coisas que se poderiam fazer (mais do que questões de organização) e ficou prometida uma segunda conversa, em que ele queria sobretudo falar de planos de revitalização dos meios de comunicação da diocese. Essa conversa ficou adiada.

Falaremos disso mais tarde, D. António! Porque, para já, o senhor vai fazer-nos muita falta.

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A mais doce é essa, mãe

Uma garota segurava uma maçã em cada mão. A sua mãe entrou e pediu-lhe com uma voz doce e um belo sorriso:
– Querida, podes dar-me uma das tuas maçãs?
A menina levanta os olhos para a sua mãe durante alguns segundos, e morde subitamente uma das maçãs e logo em seguida a outra.
A mãe sente a sua cara ficar gelada e perde o sorriso. Ela tenta não mostrar a sua decepção, quando a sua filha lhe dá uma das maçãs mordidas.
Mas a pequena olha para a mãe com um sorriso de anjo e diz alegremente:
– A mais doce é essa, mãe!
Pouco importa quem és, que tenhas experiência, sejas competente ou sábio. Espera para fazer um ‪‎julgamento. Dá aos outros a oportunidade de se poderem explicar. Pensa nisso!

O CRIME É EXATAMENTE O MESMO!

Uma mulher chega apavorada no consultório de seu ginecologista e diz:
– Doutor, o senhor terá que me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e já estou grávida novamente. Não quero ter dois filhos em tão curto espaço de tempo, mas num espaço grande entre um e outro.
O médico então perguntou:
– Muito bem! O que a senhora quer que eu faça?

A mulher respondeu:
– Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda.

O médico então pensou um pouco e depois de algum tempo em silêncio disse para a mulher:
– Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora.

A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido.

Ele então completou:
-Veja bem, minha senhora, para não ter que ficar com dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços.
Assim, a senhora poderá descansar para ter o outro, terá um período de descanso até o outro nascer. Se vamos matar, não há diferença entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco.

A mulher apavorou-se e disse:
– Não, doutor! Que horror! Matar uma criança é crime.

– Também acho minha senhora, mas me pareceu tão convencida disso, que por um momento pensei em ajudá-la.

O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há a menor diferença entre matar a criança que nasceu e matar uma ainda por nascer, mas já viva no ventre materno.

O CRIME É EXATAMENTE O MESMO!

No último momento de vida, este homem rico fez 3 pedidos… É incrível o que ele pediu…

No último momento que tinha de vida, mesmo no último minuto, este senhor que estava prestes a deixar-nos, fez três pedidos… Esses pedidos são realmente surpreendentes, deixando assim quem estava à sua beira, de boca aberta e completamente emocionados.

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1) Que o seu caixão foi carregado pelos melhores médicos da época.

2) Que os tesouros que ele tinha, fossem espalhados no caminho até ao túmulo.

3) Que as suas mãos ficassem de fora do caixão para todos verem.

Alguém assombrado perguntou o porquê destes pedidos.

Ele explicou:

1) Quero que os melhores médicos carreguem o meu caixão, para demonstrar que eles não têm poder de cura diante da morte.

2) Quero que o trajecto seja coberto com os minhas riquezas, para que todos possam ver que os bens materiais conquistados aqui, ficam aqui.

3) Quero as minhas mãos descobertas fora do caixão, de modo que as pessoas possam ver que nós viemos ao mundo de mãos vazias, sem nada, e ao morrer nada levamos…

“O TEMPO” é o tesouro mais precioso que temos, podemos ganhar mais e mais dinheiro, mas não tempo…!

O melhor presente que podes dar a alguém é o TEU TEMPO!!

10 histórias sobre formas contemporâneas de escravidão

Lendo estas histórias, você provavelmente chegará à conclusão de que a escravidão não foi, de fato, abolida.

Cartões de crédito

João L. ganha o equivalente a cerca de 500 dólares por mês, mas tem alguns cartões de crédito que, juntos, acumulam 2 mil dólares em dívidas. Só de anuidade, João paga mensalmente 15% do seu salário, ou seja, 75 dólares.

Pagar gradualmente a fatura e deixar de pagar os juros da dívida não é uma possibilidade para João. Em primeiro lugar, ele é prisioneiro de algo chamado ’pagamento mínimo’: caso não o realize ao menos uma vez, então deverá viver apenas com metade do seu salário durante um ano (ou mais) e João simplesmente não pode permitir isso.

Por outro lado, o mundo no qual vive João é cheio de tentações. É tanta coisa que se pode comprar que ele não vê outra saída senão continuar deixando que os bancos ’engordem’ às suas custas. .

Um dado curioso: faz tempo que João sonha em abrir seu próprio negócio mesmo se a rentabilidade anual for de 30% ou menos. Mas para fazer isso, ele precisaria antes quitar a dívida. E, bem, ele não consegue pagar o que deve porque o sistema não o permite.

Automóveis

Carlos G. adora automóveis. Antes, ele usava transporte público, mas economizou para comprar um carro usado. No entanto, não se sentia bem com o automóvel e logo depois comprou um esportivo zero quilômetro financiado. Ele anda sem dinheiro e, às vezes, precisa cortar gastos importantes, como férias ou despesas médicas, mas Carlos não pode imaginar sua vida sem o seu carro.

Ele precisa pagar mensalmente o financiamento que fez para comprar seu automóvel novo, além dos custos com os acessórios vendidos pela concessionária e com o seguro, que é absurdamente caro. Precisa ainda lidar com vários pequenos problemas com estacionamento, arranhões na pintura, troca de óleo e pequenos reparos. Sem contar que enche o tanque de combustível 3 vezes por semana.

Carlos não reclama muito, pois crê que cada centavo investido em seu carrinho vale muito a pena. Acontece que, se ele calculasse quanto custa manter o seu tesouro, se daria conta de que seu amigo de quatro rodas consome um terço de seu salário e metade do seu tempo livre.

Carlos poderia ter comprado um carro usado em bom estado, ou mesmo um novo em versão econômica, para viver tranquilamente e não precisar pagar o seguro do financiamento (além do financiamento em si). Além disso, sairia muito mais barato fazer reparos caso aparecesse um arranhão ou um pouco de ferrugem, e não seria tão caro comprar peças de reposição. Sem falar que ele poderia ficar tranquilo por parar o carro praticamente em qualquer lugar sem medo de ter peças roubadas, e consertá-lo em qualquer oficina de bairro sem pagar muito nem precisar agendar atendimento.

Sim, ele poderia ter feito isso, mas se você disser a Carlos que ele tem um automóvel que não é compatível com sua renda, é capaz que ele lhe mande catar coquinhos. Ou então, pode ser que ele apenas levante as sobrancelhas, resmungue e faça uma cara de: ’você está louco’.

Pequenos gastos

Ivan H. trabalha como encanador em domicílio ganha o equivalente a 30 dólares aqui, 60 dólares ali e 15 dólares acolá. No fim das contas, isso deveria render um salário mensal bastante considerável, mas Ivan anda sempre com pouco dinheiro, apenas uns trocados no bolso e nada mais.

Por quê?

Porque Ivan gasta como ganha: sem contar. 15 dólares num táxi para casa, 30 para almoçar num restaurante. Como ele diz, ’trabalha, trabalha, mas não vê a cor do dinheiro’.

Se Ivan tivesse um pequeno caderno para anotar quanto recebe e quanto gasta, ficaria surpreso e à beira de um desmaio, pois perceberia que fazer refeições em restaurantes todos os dias não custa apenas 30 dolarezinhos por dia, e sim, um pouco menos que 8 mil dólares por ano (considerando que ele almoce em casa nos fins de semana). Além disso, Ivan veria que andar de táxi é cômodo e prático, mas se usasse ônibus e metrô durante dois meses, teria dinheiro para comprar o computador novo com que vem sonhando há tempos, e ainda sobraria dinheiro para roupa nova. Mas, como todo escravo do sistema, Ivan não consegue controlar seu dinheiro.

Casamentos e aniversários

Lúcia P. está para se casar. Ela trabalha como assistente de contabilidade e seu noivo é técnico junior em manutenção. O orçamento da nova família gira em torno do equivalente a 800 dólares por mês.

O casamento vai custar 9 mil dólares.

Não seria melhor que Lúcia e seu noivo fossem tranquilamente a um cartório, se casassem e celebrassem a união em algum restaurante bonito e romântico? Para que você precisa de um mestre de cerimônias, uma orquestra ao vivo, uma multidão de bêbados e colegas de trabalho que nem sabiam que ela existia?

Para que se afundar em dívidas, arruinar os próprios pais e alimentar pessoas que, sejamos sinceros, podem comer por conta própria? Lúcia não é boba e sabe que, se não celebrasse seu casamento, ninguém lhe daria a menor importância, dariam de ombros e esqueceriam no dia seguinte.

Os motivos de Lúcia para torrar o orçamento anual de sua nova família são dois: primeiro, é o que manda o sistema de tradições e costumes; segundo, Lúcia quer exibir a todos seu vestido branco e acha que o equivalente a um ano de trabalho de duas pessoas é um preço justo para aproveitar durante algumas horas e tirar algumas fotos para guardar de lembrança.

É claro que os defensores da ingênua garota poderiam dizer que o casamento é algo que só acontece uma vez na vida, mas no fim das contas há também aniversários, velórios, festas de Ano Novo, etc. Quanto dinheiro Lúcia irá gastar todos os anos com essas celebrações?

Álcool

Fernando M. se olha no espelho com frequência e pensa que já é hora de entrar numa academia, perder a barriguinha de cerveja e tonificar os músculos fazendo um pouco de exercício físico. Por outro lado, ele trabalha cinco dias por semana e, depois do trabalho, sempre toma alguns copos de cerveja.

Não que ele seja alcoólatra. Fernando acha que o álcool, em pequenas doses, se não faz um grande bem para a saúde, pelo menos não causa nada de ruim.

Assim, o trabalho e o álcool ocupam seus dias de tal maneira que não tem tempo de se inscrever na academia, e nem lhe restam forças para fazer algo além de tomar uma cervejinha depois do trabalho.

Não há nenhuma razão convincente para fazer com que Fernando mude de vida. A única, claro, é o fato de ele se sentir 15 anos mais velho do que é e de se sentir mal o tempo todo. Mas, de maneira geral, está tudo ok. O sistema prendeu Fernando com uma luva de aço, e as possibilidades que ele tem de se soltar são, digamos, muito pequenas.

Publicidade

Helena F. bebe Coca-Cola, fuma Marlboro, masca gomas Trident e adora os hambúrgueres do McDonald’s. Ela está sempre usando o último perfume da Dolce & Gabbana, e carrega seu iPhone dentro de sua bolsa Louis Vuitton.

Helena acha — ou melhor — tem a certeza de que a publicidade não causa nela nenhum efeito. Seus quilos a mais e dinheiro a menos são coisas que ela escolheu.

As garras predadoras da televisão apoiam a ingênua Helena: “Você, querida, é uma mulher livre, inteligente, independente e bonita, sempre toma suas próprias decisões e ninguém pode lhe dizer a quem de nós você irá trazer obedientemente o seu salário. Como você é livre!”

Objetos caros

Jorge R. não é rico o suficiente para comprar coisas baratas. Na verdade, de rico ele não tem nada. Jorge é um ’liso’, que frequentemente não tem dinheiro nem para comprar um café na máquina presente em seu escritório.

Mesmo assim, não sabe como dizer a si mesmo: ’esqueça, é muito caro e você não pode pagar’. Por isso, ele está sempre comprando coisas que o fazem parecer mais endinheirado do que é na realidade. Um casaco de couro que custa dois meses do seu salário? Bem, Jorge não é tão rico para comprar coisas baratas, e não importa que ele não faça ideia do que lhe cai bem e o que não. Por isso, ele compra o casaco, e quando o usa, sente-se como um girino dentro de uma meia.

“O último lançamento da informática em forma de um computador que custa 1.500 dólares? Claro! Eu não sou tão rico para comprar coisas baratas: faço um empréstimo com juros exorbitantes, comerei arroz com ovo durante dois meses e andarei pendurando no ônibus lotado, mas terei meu laptop prateado em casa para que fique acumulando poeira e que eu possa entrar no Facebook”, diz Jorge.

Nós poderíamos perguntar: por que ele não baixa um pouco o nível de exigência consigo mesmo e compra coisas que são igualmente úteis, mas que custam 10 vezes menos?

A resposta é muito simples: Jorge tem preguiça de passar algumas horas comparando preços e características, vantagens e desvantagens daquilo que planeja comprar. Para ele, é mais fácil agir como um galã de novela e dizer ’Eu decidi e vou comprar’. Além disso, se não levarmos em consideração que ele usa sapatos furados e óculos colados com fita adesiva, mas também um casaco de mil dólares, ele não tem a menor condição de chamar alguém de ’liso’.

Reformas

Claudia S. acha que os imóveis em seu país são muito caros, e só ela sabe quanto esforço foi necessário para que ela e sua família conseguissem comprar seu novo apartamento. Agora, Claudia está fazendo reformas.

Vamos usar a cozinha como exemplo:

É possível ir até uma loja de construção e comprar a cozinha mais econômica por, digamos, 400 dólares. Por este valor, Claudia compraria gabinetes simples feitos de aglomerado, sem grandes toques de design, mas que servem para guardar panelas e frigideiras.

Ela pode ir a outra loja, mais famosa, e escolher algo um pouco melhor se estiver disposta a pagar cerca de mil dólares. A qualidade, claro, não é nada de outro mundo, mas se contratar um bom marceneiro que faça um ajuste aqui e outro ali, terá armários decentes, talvez até bonitinhos.

Ela pode ainda visitar alguma fábrica de móveis e escolher uma cozinha sob encomenda. Isso custaria uns 4 mil dólares, mas suas amigas, isso sim, usariam suas línguas de serpente para elogiar a iluminação interior e os acabamentos.

Poderia também ir a uma loja de móveis italianos e sucumbir ao discreto encanto da burguesia. Os preços partem de 15 mil dólares, ou se tiver sorte, é possível encontrar algo da coleção anterior com um desconto considerável.

Nós poderíamos perguntar: por que diabos, tendo tantas opções, Claudia decidiu comprar uma cozinha de 10 mil dólares? Este valor é quanto o marido dela ganha em um ano (sim, um ano inteiro!). Além disso, sua família não consegue economizar e ela precisou fazer um empréstimo para tentar acabar a reforma antes do fim do ano.

Tudo bem, eu entendo que uma cozinha bonita é importante, já que é usada muito e por muito tempo. Entendo também que, se é italiana, é de qualidade, mas se Claudia não pode aumentar ao menos um pouco o preço do seu apartamento com semelhante melhora, poderia pelo menos pagá-la tranquilamente? É sério, se Claudia tivesse gasto 3.500 dólares em vez de 35 mil, não estaria mais tranquila, cozinhando e vivendo em um lugar digno, porém mais simples?

As reclamações

Ernesto P. sempre conta aos seus conhecidos uma história mais incrível que a outra: sobre crise econômica, algum político ou sobre protestos populares. Ernesto está sempre discordando. Para ele, sempre há alguém que não tem razão, seja seu chefe, o policial de trânsito ou os políticos.

É claro que vivemos em um país livre, e Ernesto tem todo o direito de irritar os seus amigos e encher a paciência dos outros com suas palavras, mas há um pequeno problema: o pobre Ernesto sempre anda sofrendo por problemas alheios, e é justamente esse costume de meter-se na vida dos outros que faz com que ele tenha essa sensação de impotência, pelo fato de saber que em algum lugar há algo de errado e ele não pode fazer nada a respeito.

Se alguém explicasse para ele que o mundo é um lugar injusto, e que a única maneira de melhorá-lo é começar por si mesmo, certamente o pobre Ernesto já ocuparia algum cargo de direção em sua empresa, pois ele é do tipo inteligente e cheio de energia.

Mas Ernesto, infelizmente, prefere gastar sua energia não criando nem desenvolvendo algo novo, mas julgando e condenando (ao menos mentalmente) aqueles que, segundo ele, não têm razão.

A família de Ernesto sabe que ele é uma pessoa muito capaz: capaz de fazer escândalos e ser cabeça dura, e até de brigar usando a força física, se for necessário. Os amigos olham para ele com tanta pena que já nem conseguem esconder, por ele ter essa ’habilidade’ de fazer uma tempestade num copo d’água, brigar e até mesmo ter problemas com a lei por coisas realmente ridículas.

A falta de sono

Ana C. dorme 5 horas por dia, às vezes até 4. A primeira coisa que ela faz ao abrir os olhos é tomar uma xícara de café. Depois, é hora de mergulhar na agitação até altas horas da noite!

Outra garota em seu lugar já teria dado conta há muito tempo de que algo não está, digamos, tão bem quanto deveria. Mas há anos Ana não dorme o suficiente, e há muito tempo ela sequer pensa no assunto. Quando tem algum tempo livre, toma outra xícara de café (ou alguma outra bebida energética) e fica passando o tempo: vê televisão, navega na Internet ou simplesmente fica encarando as paredes e pensando bobagens.

Aparentemente, sair do círculo vicioso é tão simples quanto entrar embaixo das cobertas à meia-noite e dormir o suficiente durante duas semanas (no mínimo). Se fizesse isso, Ana ficaria irreconhecível: se tranquilizaria, ficaria mais amável e deixaria de ser rude com as pessoas. Isso sem falar na melhora em seu rendimento no trabalho.

Maaaaas, para poder fazer isso, seria preciso ter um pouco de força de vontade e acabar de fazer tudo o que há para ser feito antes das onze da noite. A pobre (e sonolenta) Ana não é capaz de fazer algo assim.

Ela, que como sempre não dormiu o suficiente, irá desperdiçar algumas horas do seu dia em algo inútil, e por haver perdido tempo; não conseguirá ir para a cama antes das duas horas da manhã, tendo de acordar, como sempre, às 7h15, tomar seu café e correr para o trabalho. Dedicar um tempo para analisar a própria vida, tomar decisões que irão influenciar em seu futuro ou pensar em algo que lhe permita ter mais estabilidade econômica, então, nem pensar. Estes são apenas sonhos, e para sonhar é preciso dormir.

Fonte fritzmorgen

Esta mãe de 23 anos está “morta”! Mas eles colocaram o bebé nos seus braços… Um milagre aconteceu…

Quando os médicos colocaram o recém-nascido nos braços da mãe “morta”, o inimaginável aconteceu…

A americana Shelly Cawley está grávida e mal pode esperar para segurar a sua bebé nos seus braços. Mas o momento que a jovem de 23 anos e o seu marido, Jeremy, tanto esperavam, acaba por se tornar o seu pior pesadelo. Assim que Shelly entra em trabalho de parto, os médicos precisam realizar uma cesariana de emergência.

A pequena Rylan chega ao mundo completamente saudável. Porém, durante a cirurgia, um coágulo de sangue se desprende, bloqueando importantes artérias da sua mãe. Shelly entra em coma. “Os médicos tinham feito tudo o que podiam. Neste momento, eles estavam absolutamente certos de que Shelly não resistiria“, lembra Jeremy. “Ficas tão feliz quando o teu filho nasce… e, no momento seguinte, achas que vais ter que dizer adeus à tua esposa para sempre. Era como se eu estivesse anestesiado.“

Mas a enfermeira Ashley Manus tem, de repente, uma ideia genial: “Nós sabemos que, para um recém-nascido, o contato com a pele da mãe pode ser muito útil – então por que isso não funcionaria ao contrário?” Em seguida, os médicos pegam a na bebé e a colocam junto à mãe em coma. “Eu tinha esperanças de que Shelly ainda estivesse entre nós e que, ao sentir a filha e o seu coração, ela fosse despertada pelos instintos maternos“, explica a enfermeira. Mas assim que a bebé Rylan toca a sua mãe, ela continua a dormir pacificamente. “Nós fizémos cócegas nela e até demos alguns pequenos beliscões“, conta o pai Jeremy. “Estas tentativas duraram 10 minutos, até que ela deu um grito alto.”

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E o inacreditável acontece: “Vimos o monitor cardíaco mostrar um sinal de vida. Os gritos tinham trazido Shelly de volta. Minha esposa voltou para nós!“, lembra Jeremy com lágrimas nos olhos. Em seguida, a condição de Shelly ficou estável. Depois de uma semana, a jovem acordou completamente do coma e pode, finalmente, pegar sua bebé nos braços. “Olhei para o rosto de Rylan e pensei que ela era a bebé mais linda do mundo”, diz Shelly. “Eu sei que todas as mães dizem isso, mas nós duas passamos a ter uma conexão especial depois de tudo o que aconteceu.“

A pequena e fofa loirinha acaba de celebrar o seu 1º aniversário. “No ano passado eu lutei pela minha vida e este ano tenho uma filha maravilhosa com 1 ano de idade“, conta Shelley. “Quando ela crescer, eu vou-lhe dizer que ela salvou minha vida.“

 

Shelly e Jeremy Cawley não poderiam estar mais felizes com o pequeno milagre que salvou a vida desta jovem mãe. Que lindo final feliz! Se a história desta família também te emocionou, partilha.