Provérbios

Na boca de quem não presta, quem é bom nunca vale nada!

Há sempre distância entre o dizer e o fazer.

Há sempre quem ponha defeitos.

Há sempre um ajudante à Missa.

Há sempre um chinelo para um pé doente.

Há um pedaço de mau caminho em todo o lado.

Há um tempo para amar e outro para odiar.

Havendo fome não há comida insossa.

Hoje louvado, amanha desprezado.

É preferível calar ao mau falar.

É sempre mau o caldo que muita gente tempera.

Elevai-vos devagar, chegareis ao altar sem cansar.

Doze galinhas e um galo comem como um cavalo.

Duas velas a arder deitam a casa a perder.

Duas mulheres fazem um mercado, quatro uma feira.

Duas mudanças equivalem a um roubo, três a um incêndio, quatro a uma devastação.

Dos santos ao advento, nem muita chuva nem muito vento.

Bem canta Marta depois de farta.

Barriga grande não dá entendimento e pode dar sofrimento.

Barriga inchada não é fartura.

Barriga lisa não quer camisa.

Antes uma hora de governo do que três de serviço.

A preguiça só lava um olho.

O temor da morte é a sentinela da vida.

O que desagrada nos outros corrige em ti.

O sorriso reduz a distância.

O surdo faz calar o mudo.

O tempo corre e tudo descobre.

O Sol nasce para quem compra e põe-se para quem vende.

O mundo nos vê, Deus nos conhece, ninguém é como parece.

O nascimento e a mortalha no céu se talha.

O necessário deleita, desnecessário atormenta.

A oração breve depressa chega ao céu.

Os amigos certos conhecem-se nas horas incertas.

Dr. Joaquim Borges Macedo (Cinfães)

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O filho João Pedro Borges:

Meu pai, neste dia em que celebramos o sétimo dia da tua morte, ainda é tão difícil superar a tua ausência física. Olhar para os lugares onde costumavas estar e não estares lá. No entanto, acredito que estás presente junto de Deus a olhar por mim, pela Joana e pela mãe.
Aproveito para deixar aqui o texto que foi lido no dia do funeral em tua homenagem.

“Meu querido pai

Escrevo-te esta carta neste dia de tanto sofrimento para nós e de ressurreição para ti.
Ao longo da tua vida terrena foste um Homem, no verdadeiro sentido da palavra. Enquanto sacerdote foste o exemplo de pastor que guarda as suas ovelhas, foste amigo, confidente, preocupado, atencioso e acima de tudo amavas cada paroquiano como se fosse irmão. Ainda hoje ouço testemunhos de pessoas mais idosas que te conheceram enquanto padre no exercício. O teu exemplo era sempre de caridade para com os mais pobres e doentes. Qualquer problema que existisse entre famílias que conhecias bem, ou entre amigos, lá estavas tu para ajudar a resolver. Por mais que as pessoas te fizessem sofrer, tu perdoavas sempre e davas uma nova oportunidade, porque privilegiavas o bem em detrimento do mal, a verdade em vez da mentira, o amor em vez do ódio.
Enquanto padre casado, foste um exemplo de marido e pai. Marido sempre dedicado à tua esposa e nossa mãe. Como pai foste o melhor pai que alguma vez, eu e a Joana poderíamos ter tido. Pai atento, carinhoso, preocupado, cheio de amor para dar aos seus filhos. Enquanto filho nem sempre te correspondi da melhor forma, pois achava que o perguntar “já chegaste” ou “estás bem” era algo chato e de pai galinha, mas não, era o grande amor de pai a falar. Ainda me lembro da conversa que tiveste com a enfermeira no internamento, quando ela te perguntou se tinhas saudades da serra de Tendais e das tuas coisas e tu disseste “eu tenho aqui comigo o meu tesouro, referindo-te a nós e à mãe”.
Como cunhado, irmão, tio e genro foste sempre preocupado com todos os elementos da tua família, e atento às necessidades de cada um. Meu pai, nós nunca te esqueceremos. Só quero um dia ser um pouco daquilo que tu foste. Hoje acredito que estás presente junto de Deus e do teu grande amigo e irmão D. António Francisco dos Santos, a olhar por nós todos os dias. Muito mais haveria a dizer sobre ti, mas ficará no coração de cada pessoa com quem te cruzaste.

Aproveito para agradecer em nome da família ao Sr. D. Armando e ao Sr. D. Jacinto e ao Sr. Vigário Geral, Monsenhor Joaquim Rebelo e a todos os sacerdotes presentes e peço desculpa de não referir nenhum em particular. Agradecemos também a toda esta assembleia numerosa de amigos que vieram, uns de mais longe e outros de mais perto para poderem estar connosco nesta hora difícil.”

Obrigado pai

São José é um poderoso intercessor para quem está em busca de moradia

São José é um poderoso intercessor para quem está em busca de uma moradia. Foi a ele que Deus confiou o cuidado de Jesus e Maria; foi ele quem buscou hospedagem para Maria na noite em que Ela ia dar à luz, e depois ainda se encarregou de proteger o Menino Jesus e sua Mãe enquanto Herodes queria matar as crianças; foi José quem providenciou um teto para a Sagrada Família viver em paz.

Oração a São José

Glorioso e bom São José,

tu que conheceste todo tipo de tribulação

para encontrar hospedagem para Jesus e Maria,

recorda tua preocupação por eles,

tuas diligências e as portas fechadas

que encontraste enquanto acompanhavas

o Menino Jesus a caminho do censo,

depois ao exílio, e finalmente

de volta ao seu país.

Mesmo na precariedade,

sempre te encarregaste das condições materiais,

expressando assim teu amor e preocupação,

tua presença fiel e tua proteção

a Jesus e Maria.

Vela pela minha busca da casa própria,

que a busca seja fácil e clara;

cuida especialmente da minha relação

com os proprietários da casa e das

condições do aluguer (ou compra).

Que esta nova moradia seja um lugar

acolhedor, tranquilo, com bons vizinhos

e um bom relacionamento entre todos.

Que todos os que nos visitem

sejam recebidos pela tua presença.

Introduz em nosso lar

o amor de Jesus e de Maria.

Amém.

Vem Aí o Período de Quaresma

Preste Atenção.. Vem Aí o Período de Quaresma.. Para os que vão ficar 40 dias Sem Beber.. Comer Chocolate, Sem Refrigerante, Sem fumar, sem fofocar e Etc… de nada adianta isso Para Ser Uma Pessoa Melhor…

Aí vai a Lição do Papa Francisco:

Para a Quaresma o Papa Francisco propõe 15 simples atos de caridade que ele mencionou como manifestações concretas de amor:
*1. Sorrir, um cristão é sempre alegre!
*2. Agradecer (embora não “precise” fazê-lo).
*3. Lembrar ao outro o quanto você o ama.
*4. Cumprimentar com alegria as pessoas que você vê todos os dias.
*5. Ouvir a história do outro, sem julgamento, com amor.
*6. Parar para ajudar. Estar atento a quem precisa de você.
*7. Animar a alguém.
*8. Reconhecer os sucessos e qualidades do outro.
*9. Separar o que você não usa e dar a quem precisa.
*10. Ajudar a alguém para que ele possa descansar.
*11. Corrigir com amor; não calar por medo.
*12. Ter delicadezas com os que estão perto de você.
*13. Limpar o que sujou, em casa.
*14. Ajudar os outros a superar os obstáculos.
*15. Telefonar ou Visitar + Seus Pais.

O MELHOR JEJUM

• Jejum de palavras negativas e dizer palavras bondosas.
• Jejum de descontentamento e encher-se de gratidão.
• Jejum de raiva e encher-se com mansidão e paciência.
• Jejum de pessimismo e encher-se de esperança e otimismo.
•Jejum de preocupações e encher-se de confiança em Deus.
• Jejum de queixas e encher-se com as coisas simples da vida.
• Jejum de tensões e encher-se com orações.
• Jejum de amargura e tristeza e encher o coração de alegria.
• Jejum de egoísmo e encher-se com compaixão pelos outros.
• Jejum de falta de perdão e encher-se de reconciliação.
• Jejum de palavras e encher-se de silêncio para ouvir os outros…

Papa: é um escândalo ir à igreja e odiar os outros

A oração feita em silêncio, do fundo do coração, e que gera mudanças na vida, e não aquela que desperdiça palavras. Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco deu continuidade a seu ciclo de catequeses sobre a oração do Pai Nosso.

Jackson Erpen – Cidade Vaticano

Na primeira Audiência Geral do ano de 2019, o Papa deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre o Pai Nosso, iniciado em 5 de dezembro, inspirando-se  nesta quarta-feira na passagem de Mateus 6, 5-6.

O Evangelho de Mateus – explicou Francisco aos 7 mil presentes na Sala Paulo VI – coloca o texto do “Pai Nosso” em um ponto estratégico, no centro do Sermão da Montanha (Mt 6, 9-13). Reunidos em volta de Jesus no alto da colina, uma “assembleia heterogênea” formada pelos discípulos mais íntimos e por uma grande multidão de rostos anônimos é a primeira a receber a entrega do Pai Nosso.

O Evangelho é revolucionário

Neste “longo ensinamento” chamado “Sermão da Montanha”, de fato, Jesus condensa os aspectos fundamentais de sua mensagem:

Ouça a reportagem!

Jesus coroa de felicidade uma série de categorias de pessoas que em seu tempo – mas também no nosso! – não eram muito consideradas. Bem-aventurados os pobres, os mansos, os misericordiosos, os humildes de coração … Esta é a revolução do Evangelho. Onde está o Evangelho há uma revolução. O Evangelho não deixa quieto, nos impulsiona, é revolucionário”.

“Todas as pessoas capazes de amar, os pacíficos que até então ficaram à margem da história, são, ao contrário, construtores do Reino de Deus”. É como se Jesus  – explica o Papa – estivesse dizendo: “em frente, vocês que trazem no coração o mistério de um Deus que revelou sua onipotência no amor e no perdão!”

Desta porta de entrada, que inverte os valores da história, brota a novidade do Evangelho:

A lei não deve ser abolida, mas precisa de uma nova interpretação, que a leve de volta ao seu significado original. Se uma pessoa tem um bom coração, predisposto a amar, então compreende que cada palavra de Deus deve ser encarnada até suas últimas consequências. O amor não tem limites: pode-se amar o próprio cônjuge, o próprio amigo e até mesmo o próprio inimigo com uma perspectiva completamente nova”.

Este é “o grande segredo que está na base de todo o Sermão da Montanha: sejam filhos de vosso Pai que está nos céus”, disse o Pontífice, chamando a atenção para o fato de que em um primeiro momento, estes capítulos do Evangelho de Mateus podem parecer um discurso moral, evocar uma ética tão exigente a ponto de parecer impraticável. Mas pelo contrário, “descobrimos que são sobretudo um discurso teológico:

“O cristão não é alguém que se esforça para ser melhor do  que os outros: ele sabe que é pecador como todos. O cristão é simplesmente o homem que para diante da nova Sarça Ardente, da revelação de um Deus que não traz o enigma de um nome impronunciável, mas que pede a seus filhos que o invoquem com o nome de “Pai”, para deixar-se  renovar por seu poder e de  refletir um raio de sua bondade por este mundo tão sedento de bem, tão à espera de boas notícias”.

Coerência cristã

E Jesus – explica o Papa – introduz o ensinamento da oração do “Pai Nosso” distanciando dois grupos de seu tempo, começando pelos hipócritas”, que rezam nas praças  e sinagogas para serem vistos. “Há pessoas – disse o Francisco – que são capazes de tecer orações ateias, sem Deus: fazem isso para serem admiradas pelos homens”, completando:

“E quantas vezes nós vemos o escândalo daquelas pessoas que vão à igreja, estão lá todo o dia, ou vão todos os dias, e depois vivem odiando os outros e falando mal das pessoas. Isto é um escândalo. Melhor não ir à igreja. Viva assim como ateu. Mas se você vai à igreja, viva como filho, como irmão e dá um verdadeiro testemunho. Não um contratestemunho”.

A oração cristã, pelo contrário, não tem outro testemunho crível  senão a própria consciência, onde se entrelaça intensamente um diálogo contínuo com o Pai.

Rezar com o coração

Jesus então, continuou Francisco – “toma distância das orações dos pagãos” – que acreditavam ser ouvidos pela força das palavras. O Papa recorda a cena do Monte Carmelo, onde diferentemente dos sacerdotes de Baal que gritavam, dançavam, pediam tantas coisas, é ao Profeta Elias, que fica calado, que o Senhor se revela:

Os pagãos pensam que falando, falando falando, se reza. Também eu penso aos tantos cristãos que acreditam que rezar – desculpem-me – é falar a Deus como um papagaio. Não! Rezar se faz do coração, de dentro”.

O Pai Nosso – reitera o Santo Padre – “poderia ser também uma oração silenciosa: basta no fundo colocar-se sob o olhar de Deus, recordar-se de seu amor de Pai, e isto é suficiente para serem ouvidos”.

Deus não precisa de sacrifícios para conquistar seu favor

“Que bonito pensar que o nosso Deus não precisa de sacrifícios para conquistar o seu favor! Ele não precisa de nada, nosso Deus: na oração pede somente que tenhamos aberto um canal de comunicação com ele, para nos descobrirmos sempre seus amados filhos”, disse o Papa ao concluir.

Após o resumo da catequese nas diversas línguas, um grupo circense cubano fez uma apresentação com danças e malabarismos, envolvendo o Papa Francisco em algumas brincadeiras.